10 de março de 1452 – Nascimento de Fernando II de Aragão

Fernando II nasceu em Sos del Rey Católico, inserido na dinastia Trastâmara.
A sua figura encontra-se documentada em registos régios aragoneses que permitem reconstruir a sua educação política e militar.
O seu matrimónio com Isabel de Castela em 1469 criou uma união dinástica — não uma fusão jurídica imediata — que coordenou os interesses de duas coroas independentes.
Esta aliança reforçou a estabilidade interna, a política externa e a administração territorial.
O nascimento de Fernando adquire relevância histórica porque o seu reinado conjunto com Isabel impulsionou reformas institucionais, reorganização fiscal e estratégias diplomáticas que consolidaram o poder monárquico na península.
14 de março de 1476 – Batalha de Toro e consolidação política

A Batalha de Toro ocorreu durante a Guerra de Sucessão Castelhana entre os partidários de Isabel e os de Joana, a Beltraneja, apoiada por Portugal.
As crónicas castelhanas e portuguesas mostram que o resultado militar foi complexo, mas o seu efeito político favoreceu Isabel e Fernando.
Após o confronto, numerosas cidades reafirmaram a sua lealdade à rainha.
O episódio consolidou o controlo do casal sobre Castela e permitiu reorganizar a autoridade régia face às fações nobiliárquicas.
A batalha evidencia como a legitimidade dinástica e a propaganda política podiam ser tão decisivas quanto o resultado estritamente militar.
Reorganização do poder após o conflito
Depois de Toro, os monarcas impulsionaram medidas para fortalecer a administração e limitar autonomias nobiliárquicas excessivas.
Documentos da época refletem a criação de mecanismos de controlo fiscal e judicial que reforçaram a autoridade central.
30 de março de 1492 – Decreto de expulsão dos judeus

O édito promulgado em Granada pelos Reis Católicos ordenou a expulsão das comunidades judaicas que não aceitassem a conversão ao cristianismo.
O texto legal conservado especifica prazos, condições de saída e sanções.
Historicamente, a medida respondeu a uma política de uniformidade religiosa ligada à construção do poder monárquico e à influência de instituições eclesiásticas.
As suas consequências foram demográficas, económicas e culturais: milhares de judeus sefarditas abandonaram os reinos peninsulares, levando consigo redes comerciais e saberes técnicos.
O decreto mostra a inter-relação entre religião, política e controlo social na monarquia de finais do século XV.
31 de março de 1492 – Capitulaciones de Santa Fe

As Capitulaciones assinadas entre Cristóvão Colombo e os Reis Católicos estabeleceram direitos, títulos e benefícios em caso de sucesso da expedição.
O documento, conservado em arquivos históricos, detalha a concessão de cargos como almirante e vice-rei.
Este acordo formalizou o financiamento da viagem atlântica dentro de uma lógica de expansão comercial e estratégica.
A sua importância reside no facto de ter transformado uma iniciativa de exploração numa empresa apoiada pela Coroa, integrando a descoberta, a diplomacia e a projeção internacional na política régia.
Expansão e política externa
O apoio à expedição de Colombo reflete a vontade de competir em rotas comerciais e reforçar a presença castelhana no Atlântico, alargando o horizonte geopolítico da monarquia.




