Las völvas: sacerdotisas, videntes y guardianas del misterio en la era vikinga

As Völvas: Sacerdotisas, Videntes e Guardiãs do Mistério na Era Viking

As völvas eram mulheres vikings muito influentes, dedicadas à magia, à profecia e aos rituais.
Consultados por reis e aldeões, viajaram por aldeias nórdicas interpretando runas, presságios e sonhos.

As suas roupas, o seu equipamento ritual e os seus objetos cerimoniais refletiam o seu poder espiritual e estatuto independente.
Longe de serem bruxas más, eram líderes místicas respeitadas, símbolos de sabedoria feminina e autonomia.

Este artigo explora o seu papel na sociedade viking, o seu legado cultural e o significado histórico destas sacerdotisas e videntes.

Índice
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    No imaginário viking, as figuras femininas não eram apenas mães ou esposas. Existia um arquétipo fascinante e poderoso: a völva, uma sacerdotisa, feiticeira ou vidente que caminhava entre o mundo dos mortais e o dos deuses.

    O seu papel era essencial nos rituais vikings, funerais, profecias e decisões importantes para os clãs e reis.

    Este artigo explora o coração espiritual da sociedade nórdica, mostrando quem eram realmente estas mulheres sagradas e como a sua influência moldou a vida quotidiana.

    O que era uma völva?

    A palavra völva vem do nórdico antigo e significa "aquela que transporta uma vara", simbolizando o seu poder espiritual.

    As völvas eram mulheres sábias, respeitadas e dedicadas às artes mágicas, à profecia e à ligação com os deuses.
    Eram consultados por reis, chefes de clãs e camponeses antes das batalhas, das jornadas ou das colheitas.

    Não eram sacerdotisas de um templo fixo, mas sim místicas itinerantes que viajavam por aldeias e fiordes nórdicos, praticando a sua arte de forma independente.

    O seu prestígio estava ligado à sua capacidade de interpretar runas, presságios e sonhos.

     

    Fontes históricas sobre as völvas

    Várias sagas nórdicas mencionam as völvas com admiração e receio.
    Na Saga de Erik, o Vermelho, foi convidada uma völva chamada Þorbjörg para prever o futuro de uma comunidade.
    No Völuspá, um poema da Edda Poética, uma völva narra a origem do mundo e o seu fim durante o Ragnarök.
    No cemitério de Oseberg, um dos mais ricos achados arqueológicos da Noruega, foram encontrados dois esqueletos femininos acompanhados de um extraordinário enxoval funerário: uma carruagem cerimonial, tapeçarias, objetos de culto e um bastão de madeira que muitos arqueólogos interpretam como uma seiðstafr (varinha mágica associada às völvas).
    Com base nos objetos encontrados no túmulo, os arqueólogos acreditam que este pode conter o corpo de uma nobre völva, confirmando a importância destas mulheres na sociedade viking.

    Vestuário e objetos rituais

    O traje de uma völva refletia a sua posição especial.

    Usavam vestidos compridos, capas tingidas de azul escuro ou roxo e jóias rituais feitas de bronze, prata ou âmbar.
    Os cintos eram decorados com amuletos, facas cerimoniais e sacos de ervas.

    O objeto mais característico era a vara ritual de ferro ou bronze, um símbolo de autoridade espiritual, muitas vezes gravada com runas ou espirais mágicas.

    Além disso, usavam toucas ou gorros rituais, possivelmente como sinal da sua ligação com os deuses ou poderes invisíveis.

     

    Rituais e magia Seiðr

    As völvas praticavam o seiðr, uma forma de magia nórdica que implicava entrar em transe ou êxtase, acompanhado de cânticos e repetições rítmicas.

    Invocavam divindades como Freya e Odin, realizavam adivinhações, interpretações de sonhos, leituras de runas e presságios na natureza.

    Também realizavam maldições e bênçãos, utilizando nós, bonecos ou símbolos.

    Seiðr carregava riscos espirituais e contacto com forças caóticas, pelo que as völvas eram temidas e veneradas na sociedade nórdica.

     

    Independência e estatuto

    Uma völva não pertencia a um marido ou a um clã específico. O seu poder conferia-lhe um estatuto independente, por vezes até superior ao dos chefes de aldeia.
    Era recebida com honra, recebia presentes e comida especial e podia recusar ajuda se não fosse tratada com respeito.

    Muitas eram mulheres mais velhas, viúvas ou sem filhos, reforçando a sua ligação ao outro mundo e a sua liberdade de movimentos.

    O seu papel na sociedade viking demonstrou que as mulheres podiam exercer liderança espiritual e autonomia num mundo dominado por guerreiros e reis.

    As völvas eram bruxas?

    A palavra "bruxa" tem conotações diferentes consoante a época.

    No mundo viking, uma völva era mais uma xamã ou profetisa do que uma feiticeira malévola.

    Após a cristianização da Escandinávia, muitas práticas volvicas foram consideradas pagãs e perseguidas como bruxaria.
    Durante séculos, o seu legado foi demonizado ou escondido, até que os estudos modernos e as descobertas arqueológicas devolveram às völvas o seu lugar na história da sociedade nórdica.

    Simbolismo e legado

    As völvas simbolizam a sabedoria feminina, a ligação com a natureza e o poder espiritual.
    Inspiraram escritoras feministas, pesquisas sobre o xamanismo europeu e guias modernos sobre a espiritualidade nórdica.

    A sua figura continua a ser um símbolo de autonomia feminina, liderança espiritual e orientação mística, refletindo a riqueza cultural e espiritual da Era Viking e o seu significado histórico.

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